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O diabo veste “36”: Entenda como a onda de diminuição do tamanho das roupas interfere na autoimagem da mulher

Por: Eduardo Costa e Luiz Guilherme Leal

A indústria têxtil produtora de peças de roupa tem sido questionada pela comunidade plus-size, que critica a fabricação de roupas com tamanhos menores do que o informado. Segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), só no Brasil, o mercado de moda plus size cresceu 21% entre 2016 a 2019.

A indústria têxtil produtora de peças de roupa tem sido questionada pela comunidade plus-size, que critica a fabricação de roupas com tamanhos menores do que o informado. Segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), só no Brasil, o mercado de moda plus size cresceu 21% entre 2016 a 2019.

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Modelos Plus Size //  Foto: Raw Pixel

A moda instiga as mulheres a comprarem mais roupas, muitas vezes apenas para pressionar e fazer com que se tornem esteticamente similares. Essa pressão pode tornar-se prejudicial a saúde física e mental do público feminino.

De acordo com pesquisadores da Northwestern University, ter uma autoimagem saudável contribui para um bom humor, saúde e confiança geral. Sendo que a vestimenta pode afetar exponencialmente o nível de autoestima.

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Os cientistas chamam esse fenômeno de “enclothed cognition”, algo como “cognição indumentária”. Esse entendimento engloba dois fatores independentes: o significado simbólico das roupas e a experiência física de usá-las.

 Foto: Reprodução

Adam D. Galinsky e Hajo Adam, cientistas responsáveis pela elaboração dessa teoria, comentam sobre a criação e o significado atribuído ao termo: “Introduzimos o termo “cognição indumentária" para descrever a influência sistemática que as roupas têm nos processos psicológicos do usuário”, relatam Galinsky e Adam. 

“Oferecemos uma estrutura potencialmente unificadora para integrar descobertas anteriores e capturar os diversos impactos que as roupas podem ter sobre as pessoas”, explicam os cientistas.

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), analisou que, aproximadamente, 7 mil mulheres brasileiras vestem do número 34 ao 62. 

São diversas as silhuetas e biotipos que caracterizam o corpo das brasileiras, sendo alguns mais comuns que outros. Dentre os múltiplos modelos, destacam-se o retângulo, o triângulo invertido, a colher e a ampulheta.

76% têm o formato retangular: o busto, a cintura e o quadril estão alinhados;

8% têm o corpo triângulo, com o quadril bem mais largo que o tórax, sem cintura marcada;

6% das brasileiras têm o corpo em formato de ampulheta: cintura marcada, busto e quadril em proporção;

5% das mulheres do país têm a forma de um triângulo invertido: com o tórax mais largo que o quadril;

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Retangular // Foto: Arte/Fantástico

Ampulheta // Foto: Arte/Fantástico

Colher // Foto: Arte/Fantástico

5% se assemelham a uma colher, com o quadril arredondado e bem maior que o busto e a cintura mais marcada.

Triângulo Invertido // Foto: Arte/Fantástico

Triângulo // Foto: Arte/Fantástico

Beleza Ilusória

Projeto acadêmico Universidade Salvador

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